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 Direitos Reservados © Rafaela Teixeira 2017

Passeios em Sampa


Lugares para serem explorados com calma, para curtir o momento, pra ir sozinho, com os amigos, ou com a família. Passeios cheio de história, de belezas, de tranquilidade, tem de tudo um pouco pra você se encantar com São Paulo.

Parque Burle Marx

Parque Burle Marx | Foto: manacá

O Parque Burle Marx é um canto lindo da zona Sul de São Paulo. Ele foi criado pelo arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx na década de 1950 para integrar os jardins de uma casa projetada por Oscar Niemeyer para o empresário Baby Pignatari, que chamava essa sua propriedade de Chácara Tangará.  Mas, a casa acabou nunca sendo habitada, ficou muitos anos abandonada, até que no início da década de 1990 ela foi demolida. Em 1995 o parque foi inaugurado, sob a tutela da Fundação Aron Birmann, depois de passar por uma restauração realizada pelo próprio Burle Marx. Numa área mais alta fica um belo jardim projetado pelo paisagista, com palmeiras imperiais, esculturas e espelhos d’água, rodeado por uma área verde incrível, com espécies remanescentes da Mata Atlântica.

Mas atenção, lá no parque não é permitida a prática de esportes com bola, nem bicicleta e skate, e nem a presença de animais. Então, infelizmente, se você estiver à procura de um local pra passear com seu cão, esse não é o lugar. Tudo isso porque o parque tem uma preocupação grande com a preservação da fauna e da flora local, inclusive se você der sorte vai encontrar pelo caminho macacos saguis e tucanos! O local possui uma grande variedade de aves brasileiras, e por isso placas e comunicados diversos incentivam a prática de observação de pássaros.

Apesar de ficar cheio aos finais de semana, com todas essas restrições, ele raramente fica lotado como outros parques mais tradicionais de São Paulo. O que faz com que o Burle Marx seja uma ótima opção para um passeio em família. Além de possuir um parquinho bem charmoso para crianças, aos finais de semana frequentemente são organizadas atividades infantis gratuitas, como pintura e brincadeiras.  Tem ainda uma horta comunitária bem bonita, onde as vezes rolam atividades infantis também. E fazer uma caminhada no meio da floresta é um programa muito legal para curtir com as crianças, pelo caminho existem lagos com peixes e patos, as vezes aparecem uns lagartos, e tem ainda algumas esculturas bem doidas!

Mas os adultos também têm vez no parque. Ele possui ótimas trilhas em meio a mata para prática de corrida e caminhada, e o melhor é que, no auge do verão, por ali sempre está mais fresco. E assim como ocorrem atividades gratuitas para crianças, há também atividades para os adultos aos finais de semana, como Yoga, meditação, Tai Chi Chuam e até golf!

Horta comunitária Parque Burle Marx | Foto: manacá

E o melhor é que dá mesmo pra passar o dia no parque. Todo final de semana rola por lá o Food Park Burle Marx, um espaço exclusivo para food trucks, com comidinhas diversas, e aos sábados tem uma feira de produtos orgânicos, dá então pra almoçar e depois já levar os alimentos pro jantar. Se a ideia for um programa mais tranquilo, no gramadão é possível realizar pequenos piqueniques e há também uma área mais estruturada reservada para piqueniques maiores.

Agora, se você estiver afim de esbanjar, também dá! Em maio de 2017 foi inaugurado em meio a mata do parque o luxuosíssimo hotel Palácio Tangará, que possui uma das suítes mais caras da cidade! O hotel ocupa o espaço onde, no final da década de 90 um empreendimento já estava sendo construído, mas ele acabou abandonado por muitos anos. Totalmente renovado, o Palácio Tangará é um mimo para poucos, e que pode ser aproveitado também por não hospedes. Existem pacotes para uso do SPA e é possível almoçar ou jantar no restaurante do hotel, com menu assinado pelo chef francês Jean-Georges Vongerichten, que possui nada mais nada menos que três estrelas do Guia Michelin. O parque Burle Marx tem então opções pra todos os gostos e bolsos!

Quase colado à movimentada avenida Marginal Pinheiros, quando estamos nesse parque esquecemos as loucuras da vida paulistana. Se estiver à procura de uma reconexão com a natureza em plena cidade, não deixe de conhecer o Burle Marx.

Parque Burle Marx | Foto: manacá

Vai lá conhecer!

Parque Burle Marx

Aberto todos os dias, das 7h às 19h. Você pode conferir a programação das atividades do parque pelo site.


Onde?

Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200 - Vila Andrade 

Se for de carro, o local possui estacionamento pago.


Ser turista na Avenida Paulista

Avenida Paulista | Foto: manacá

A icônica Avenida Paulista é o cenário de importantes arranha-céus de São Paulo e foi um dos primeiros polos financeiros para além do centro da cidade. Até hoje ela mantém esta característica de locomotiva econômica de São Paulo, mas já faz um tempo que a avenida mais paulistana da cidade é muito mais do que isso. Por lá estão instalados museus e centros culturais, ainda tem parque, cafés, restaurantes, dá pra ficar horas passeando. E o melhor é que quase todos os locais têm entrada gratuita! É este aspecto cultural da Avenida Paulista que a gente mostra pra vocês. A Linha 2-Verde do Metrô percorre toda a avenida, são três estações que passam por lá: Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação. Então dá pra você curtir tudo que a Paulista te oferece de metrô. Mas a avenida também possui uma ciclovia por toda a sua extensão e calçadas largas e planas, perfeitas para caminhar! Cada um pode então se divertir como bem quiser. Aos domingos a avenida é liberada apenas para pedestres, então é um bom dia para passear por ela.

Estação de metrô Brigadeiro

Livraria Martins Fontes

Livraria Martins Fontes | Foto: Martins Fontes

Em 1960 três irmãos inauguraram a primeira loja da Livraria Martins Fontes na cidade de Santos, no litoral paulista. Pouco mais de vinte anos depois, sua filial da Avenida Paulista foi inaugurada, e até hoje ela é uma referência no mercado livreiro nacional. Apesar de ser relativamente grande, ela não se configura como uma megastore e por isso consegue manter aquela essência de livraria de bairro que hoje em dia quase não temos mais. Dentro da livraria há ainda o charmoso Café Mestiço.


Onde?

Av. Paulista, 509

De segunda a sexta das 9h às 22h, sábado das 10h às 22h e domingo das 12h às 20h.

Itaú Cultural

Itaú Cultural | Foto: Wikipédia

O Itaú Cultural foi inaugurado em 1987 e sua atual sede na Avenida Paulista foi aberta ao público em 1995. Desde então, o espaço oferece uma rica programação cultural, sempre gratuita, e que busca dar destaque à produção artística e cultural do país. Além de exposições, a programação ainda conta com espetáculos de música, dança e teatro, cinema, palestras e bate-papos, que normalmente exigem a retirada de ingressos com antecedência. No térreo há um pequeno restaurante-café.


Onde?

Av. Paulista, 149

De terça a sexta das 9h às 20h, sábado e domingo das 11h às 20h.

Casa das Rosas

Casa das Rosas | Foto: manacá

A Casa das Rosas fica num lindo casarão projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, um dos poucos que não foi substituído por arranha-céus. Ela foi construída em 1935, época em que a região da Paulista era ocupada por mansões dos senhores do café, e habitada até 1986. Em 1991 o espaço foi inaugurado como Casa das Rosas, seu nome faz referência ao belo jardim de rosas, e desde então representa um importante centro cultural de São Paulo. Sua programação é dedicada sobretudo à poesia e literatura, e por isso foi rebatizada em 2004 como Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, em homenagem ao poeta paulistano. Por lá acontecem inúmeros saraus, cursos, oficinas e recitais, tanto para adultos como para crianças, além de algumas sessões de cinema ao ar livre. Tudo gratuito. Nos fundos do jardim fica um agradável café, perfeito para uma pausa no seu passeio!


Onde?

Avenida Paulista, 37

De terça a sábado, das 10 às 22h, domingos das 10 às 18h.

JAPAN HOUSE

Japan House - Exposição Bambu | Foto: manacá

Criada pelo governo japonês, a JAPAN HOUSE é um espaço de promoção da cultura japonesa. Inaugurada em 2017 em São Paulo, a casa possui também sedes na Inglaterra e nos Estados Unidos. Desde sua inauguração, ela tem atraído um grande público para conhecer as exposições em cartaz, sempre gratuitas, além da biblioteca com um catálogo extenso de publicações sobre a história, hábitos e a cultura japonesa. O espaço ainda conta com o IMI Café, que possui doces e chás típicos japoneses, o JUNJI Sakamoto, restaurante japonês do chef Jun Sakamoto, e algumas lojas que vendem apenas produtos nipônicos.


Onde?

Avenida Paulista, 52

De terça a sábado das 10h às 22h, e domingo das 10h às 18h

Estação de metrô Trianon-MASP

MASP

MASP | Foto: MASP - Ilana Bessle

Um dos museus mais importantes da américa latina, o Museu de Arte de São Paulo - MASP é um ícone da Avenida Paulista.  Ele foi projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e inaugurado em 1968. Desde então, é um dos principais cartões postais de São Paulo, com seu vão livre e suas colunas vermelhas. O seu acervo é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e conta com obras de grandes artistas internacionais, como Renoir, Monet, Picasso, Chagall e Diego Rivera; e nacionais, como Anita Malfatti, Candido Portinari e Di Cavalcanti. As exposições temporárias sempre contam com sucesso de público, e o museu ainda organiza palestras, shows e sessões de cinema, além da tradicional feira de antiguidades que acontece aos domingos no seu vão livre.


Onde?

Av. Paulista, 1578

De terça a domingo das 10h às 18h, e na quinta o museu fica aberto até às 20h (a venda de ingressos se encerra sempre 30 min antes do horário de fechamento)

Ingresso: R$30,00. As terças a entrada é gratuita.

Parque Trianon

Parque Trianon | Foto: manacá

Inaugurado em 1892, o Parque Trianon conta com 48,6 mil m² de vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica. Um pequeno oásis em meio a Avenida Paulista. Caminhar por suas alamedas em plena mata traz uma paz imensa, e o local ainda conta com diversas esculturas, entre elas o “Fauno” de Victor Brecheret. O parque possui playground para crianças e aos finais de semana costumam ser organizadas atividades infantis e para a terceira idade.  A ponte que atravessa a Alameda Santos e liga as duas partes do parque é parada obrigatória para uma foto!


Onde?

O parque possui duas entradas:

Av. Paulista, 1613 (em frente ao MASP) e Rua Peixoto Gomide, 949

Aberto todos os dias das 6h às 17h30

Centro Cultural Fiesp

Jardim de inverno projetado pelo arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx | Foto: manacá

Em fevereiro de 2017 o Centro Cultural Fiesp foi reinaugurado, e conta agora com três salas de exposições, um teatro e um café. Toda a programação do espaço é gratuita, e para assistir aos espetáculos é necessário reservar ingressos com antecedência pelo site ou retirá-los antecipadamente no local.  Na cafeteria, que pertence à deliciosa pâtisserie Douce France, acontecem pocket shows de quinta a domingo, no horário do almoço e no final do dia, com vista para o lindo jardim de inverno projetado pelo arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx.


Onde?

Av. Paulista, 1.313

Aberto todos os dias, das 10h às 20h.

Cinema Reserva Cultural

Reserva Cultural | Foto: Reserva Cultural

Inaugurado em 2005 no histórico prédio da Fundação Cásper Líbero, bem no centro da Avenida Paulista está o cinema Reserva Cultural. A programação se dedica principalmente a filmes independentes e fora do circuito comercial. O espaço recebe os principais festivais de cinema nacionais e internacionais, e ainda conta com uma livraria, o café Pain de France e o restaurante Reserva Bistrô, com uma simpática vista da Avenida Paulista.


Onde?

Av. Paulista, 900. Entrada pela lateral do prédio.

Estação de metrô Consolação

Restaurante Spot

Restaurante Spot | Foto: Spot

Inaugurado em 1994, o Spot é um point queridinho dos paulistanos. Um daqueles lugares para ver e ser visto! Com um design até hoje inovador, tem um ambiente moderno todo envidraçado, com uma área externa para espera super agradável (e prepare-se para esperar!). Sempre oferece boas opções de drinks e tem pratos e entradas que são sucesso desde sua inauguração, como o bolinho de arroz e o Penne com melão e presunto cru.


Onde?

Se estiver a pé, o acesso pode ser feito pela praça que fica na altura do n° 1842 da Av. Paulista; se for de carro, entre pela Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.

Almoço: segunda a sexta das 12h às 15h, sábado e domingo das 12h às 17h

Jantar: segunda a sábado das 19h30 à 1h, domingo das 19h30 à 00h

Conjunto Nacional

Instalação da Parada LGBT de São Paulo na fachada do Conjunto Nacional | Foto: manacá

Um dos edifícios mais emblemáticos de São Paulo, o Conjunto Nacional foi inaugurado em 1958, projetado pelo arquiteto David Libeskind. No térreo há sempre pelo menos uma exposição em cartaz nos seus largos corredores, e é neste andar que fica a Livraria Cultura, um espaço gostoso para ir com as crianças, e o Cine Livraria Cultura, com boa programação de cinema. Ao subir as rampas do térreo você se depara com um simpático jardim na cobertura, onde a gente até esquece que está numa das avenidas mais movimentadas de Sampa.


Onde?

Av. Paulista, 2073

De segunda à sábado das 7h às 22h, domingo das 10h às 22h.

As lojas localizadas dentro do Conjunto Nacional podem ter horários diferentes de funcionamento.

IMS Paulista

IMS Paulista | Foto: IMS Paulista

A mais recente novidade da avenida, pertinho da estação Consolação fica o Instituto Moreira Salles, o IMS Paulista, um centro cultural inaugurado em setembro de 2017. As exposições são sempre gratuitas, e por lá também acontecem cursos, palestras, shows e sessões de cinema – parte desta programação também é gratuita. O espaço ainda conta com o restaurante Balaio, capitaneado pelo chef Rodrigo Oliveira, dos já conhecidos restaurantes Mocotó e Esquina Mocotó, de culinária típica brasileira.


Onde?

Avenida Paulista, 2424

De terça à domingo, das 10h às 20h.

Cafezal do Instituto Biológico

Cafezal do Isntituto Biológico

O Instituto Biológico foi criado em 1927 devido a uma demanda dos produtores de café do Estado de São Paulo, que clamavam por um órgão que oferecesse uma assistência técnica que colaborasse para a expansão do negócio, que estava sofrendo cada vez mais com pragas. Desde então, o Instituto é uma referência nacional na promoção de conhecimento científico e tecnológico para o agronegócio.

Poucos sabem, mas na década de 50 foram plantados cerca de 2.500 pés de café nos fundos do Instituto, com a finalidade de servir à pesquisa científica. E essa plantação continua lá! Atualmente, seu propósito maior é didático, histórico e cultural, e ela possui 1.600 pés de café, representando o maior cafezal urbano do Estado de São Paulo. Todo ano, quase 1 tonelada de grãos é colhida nos meses de maio e junho, o que resulta em aproximadamente 500 kg de café, os quais são doados ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Este espaço é aberto à visitação, que é realizada por funcionários do próprio Instituto. Visto que, por enquanto, ainda não há uma equipe do Instituto que se dedica exclusivamente ao cafezal, a visita é pouco divulgada e realizada de uma maneira mais informal, mas muito interessante! Além da história do cafezal e do Instituto, você poderá conhecer um pouco mais sobre a história do Parque do Ibirapuera que fica ali perto e ainda terá uma aulinha sobre a importância das abelhas para a manutenção desta plantação.

Vale curtir o programa sozinho, com amigos ou com a família, e com certeza depois desse passeio todos irão enxergar a cidade de São Paulo com outros olhos!


Vai lá conhecer!

Cafezal do Instituto Biológico

As visitas são gratuitas e guiadas, em português. São realizadas de segunda-feira à sexta-feira e precisam sempre ser agendadas com antecedência por telefone com Harumi Hojo.


Contatos 

(11) 5087-1704


Como chegar?

Metrô Estação Ana Rosa – 15 minutos a pé

Se for de carro, o local possui estacionamento.


Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana

Um domingo no Museu da Casa Brasileira

Museu da Casa Brasileira

Em meio à movimentada Avenida Faria Lima, temos um pequeno oásis: o Museu da Casa Brasileira (MCB). Este Solar neoclássico, construído entre 1942 e 1945, foi durante 18 anos a residência do casal Fábio da Silva Prado e Renata Crespi Prado. Após a morte de Fabio Prado, em 1963, sua esposa se mudou e doou o imóvel à Fundação Padre Anchieta, que posteriormente cedeu o prédio à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Em 1972 a residência tornou-se a sede do MCB, um museu dedicado à arquitetura e design brasileiro e que encanta a todos que por lá passam.

Com entrada gratuita aos finais de semana, passear pelo MCB num domingo ensolarado é o programa ideal para começar bem o dia. O museu abre as 10h, e é neste mesmo horário que começa a ser servido o café da manhã do restaurante Santinho, com um menu sem frescuras e cheio de delicias. Tem pão de queijo, tapiocas e bolos, salada de frutas e sucos gostosos, como o de abacaxi com capim santo, e claro, boas opções de bebidas quentes. Ao sentar em uma das mesas ou sofás com vista para o lindo jardim do museu, temos vontade de ficar por lá sem hora pra ir embora. Mas, como o restaurante também serve almoço, o café da manhã se encerra as 11h45. Sem problemas, ainda tem muito a ser feito lá!

O projeto Música no MCB acontece todo domingo às 11h, a cada edição um show diferente e, sempre, de ótima qualidade. Se preferir continuar curtindo o café da manhã, das mesas dá pra ouvir tranquilamente a música, mas se a manhã estiver fresquinha o mais gostoso é sentar em um dos inúmeros bancos ou cadeiras que ficam espalhados pelo jardim e curtir o som tomando um solzinho. Por volta do meio dia o espetáculo se encerra e é o momento de dar uma volta no belo jardim, e de se hidratar: quase todo o domingo está ali instalada alguma estrutura com venda de ótimos drinks!

O jardim é rodeado de árvores lindas, muitas quase centenárias, e existem placas identificando algumas delas, como um enorme abacateiro! Não deixe de encontra-lo por lá.

Depois de uma caminhada, é hora de apreciar as exposições do museu. As exposições temporárias têm sempre como foco central o Brasil, e dialogam com temas do design, arquitetura e mobiliário. No primeiro andar fica a exposição permanente que conta a história da casa, do casal que nela viveu, e da região onde ela está instalada.

Se depois de tudo isso a fome já estiver batendo de novo, por que não continuar por lá e almoçar no Santinho? Mas, prepare-se, por que a espera para o almoço costuma ser longa.... Se quiser já se programar com antecedência, é possível fazer reserva.

Antes de ir embora não deixe de passar pela loja do museu, a Tororó. Inaugurada recentemente, tem de tudo um pouco, são pinturas, livros, objetos de decoração, acessórios e muito mais, tudo lindo e fabricado no Brasil.

O ambiente desta casa-museu é aprazível e acolhedor e não fosse pelo imponente Edifício Dacon que não sai de vista, a gente até esqueceria que está em uma das maiores metrópoles do mundo. São famílias, casais, idosos, amigos, amantes da música, muitas crianças, todos com um objetivo em comum: ser feliz num lindo domingo em São Paulo.

Terraço do restaurante Santinho, com vista para o jardim

Vai lá conhecer!

Museu da Casa Brasileira (MCB)

De terça a domingo, das 10h às 18h. Gratuito nos finais de semana e feriados. No demais dias, o ingresso custa R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).

Maiores de 60 anos e crianças até 10 anos têm entrada gratuita


Contatos:

(11) 3032 3727 | Site | Facebook | Instagram


Restaurante Santinho MCB

Café da manhã aos finais de semana, das 10h às 11h45

Almoço de terça a domingo, menu à la carte ou buffet. Durante a semana almoço servido das 12h às 15h, e aos finais de semana das 12h às 17h.


Contatos e reserva:

(11) 3032 2277 |  mcb.reservas@restaurantesantinho.com.br


Como chegar?

Metrô Estação Faria Lima – 20 minutos a pé.

Se for de carro, o local possui estacionamento pago (costuma lotar nos finais de semana).


Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano

Casa Guilherme de Almeida

Vista de um dos cômodos da Casa Guilherme de Almeida

Se você é daquelas pessoas que gosta de conhecer como importantes artistas e intelectuais viveram, essa dica é pra você!

Assim como o Chile tem as casas de Pablo Neruda, Paris a casa de Victor Hugo, e Petrópolis a casa de Santos Dumont, São Paulo tem a casa de um grande poeta paulista: Guilherme de Almeida. A Casa Guilherme de Almeida fica no bairro Sumaré, e o acervo de seu museu apresenta de maneira bem preservada os aposentos do poeta, que viveu nela com sua esposa Belkiss Barrozo do Amaral (Baby) e seu filho entre 1946 e 1969, ano em que ele faleceu.

Quando Guilherme foi morar no alto da Rua Macapá, só haviam três casas ali e seus amigos acharam a ideia um pouco estranha: “você vai morar naquele fim de mundo?” diziam, mas a escolha não foi ao acaso! Em seu poema “Casa da Colina”, como carinhosamente chamava sua casa, Guilherme explica: “aí assentei minha casa, porque o lugar era tão alto e tão sozinho, que eu nem precisava erguer os olhos para olhar o céu, nem baixar o pensamento para pensar em mim”. Não é de se estranhar que no cômodo mais alto da casa fica seu escritório, por onde é possível ter uma vista linda de São Paulo.

Guilherme de Almeida teve uma participação importante no movimento modernista brasileiro da década de 20, e realizou nesta casa inúmeros jantares e saraus com a presença de seus colegas modernistas, como Tarsila do Amaral, Anita Mafaltti e Di Cavalcante, inclusive, é possível admirar em vários cômodos obras que estes três pintores lhe deram de presente.

Além de poeta, ele também era advogado e tradutor, razão pela qual sua casa foi escolhida para abrigar o Centro de Estudos de Tradução Literária. A casa ainda conta com um espaço para realização de cursos e palestras e, desde 2014, numa casa complementar chamada de Anexo, próxima à casa do poeta, são realizados também inúmeras aulas, cursos e sessões de cinemas.

O entorno de sua Casa da Colina é hoje bem diferente, com muito mais do que três casas na rua, mas o espirito daquela época continua presente neste museu.


Vai lá conhecer!

Casa Guilherme de Almeida

Contatos:

(11) 3673-1883 | (11) 3803-8525 | Site | Facebook

Fique atento à programação dos eventos da Casa e do Anexo pelo site!


Visitas

De terça-feira a domingo, das 10h às 17h30

As visitas são sempre guiadas e gratuitas, e é também possível agendar a visita por telefone ou e-mail: (11) 3868-4128 | educativo.cga@poiesis.org.br


Como chegar?

Metrô Estação Sumaré – 15 minutos a pé

Se for de carro, costuma ser fácil estacionar na rua.

Rua Macapá, 187 – Sumaré

Mirantes da Vila Madalena ao Alto de Pinheiros


Este passeio te indica como conhecer a pé três mirantes nos bairros de Vila Madalena e Alto de Pinheiros, ambos na zona Oeste de São Paulo. É só seguir o passo a passo (literalmente) que você chega lá!

Inicio da Travessa Tim Maia

1. Metrô Vila Madalena -> Travessa Tim Maia (5 minutos)

O passeio começa pertinho da estação de Metrô Vila Madalena. Se você for de metrô, pegue a saída do terminal de ônibus, siga à direita na Rua Marinho Falcão e atravesse a Rua Paulistânia, você vai chegar na Praça Rufino Galvão e já verá o início das escadas da Travessa Tim Maia. Se você for de carro, no alto da praça Rufino Galvão, ao lado da escadaria, tem um estacionamento.

A Travessa Tim Maia é uma das várias escadarias espalhadas pela Vila Madalena, facilitando muito a vida dos pedestres que conseguem assim “cortar caminho”, já que o bairro é cheio de sobe e desce.


Primeiro mirante do passeio, na Travessa Tim Maia

 2. Travessa Tim Maia -> Rua Fradique Coutinho (15 minutos)

Essa escadaria que faz homenagem o rei do soul brasileiro é a cara de São Paulo: cheia de grafites de todos os tipos para você apreciar pelo caminho, você vai até esquecer que está descendo escadas! A Travessa já foi um local bem degradado, mas felizmente nos últimos meses ela começou a ser revitalizada e fica cada dia mais bonita. Atravesse a rua Harmonia, desça o lance de escadas, e lá estará o primeiro mirante deste passeio, um sopro de verde em meio ao cimento. Ele já indica as belas paisagens que virão pela frente. A escadaria termina na rua Fradique Coutinho (perto de um ponto de Taxi).

Segundo mirante do passeio, vista da Praça das Corujas

3. Rua Fradique Coutinho -> Praça das Corujas (10 minutos)

Siga à direita pela Rua Fradique Coutinho, atravesse a Avenida Natingui, siga pela Rua Pascoal Vita e entre à direita na Rua Trilha das Corujas, por onde passa um córrego. Logo ali está a Praça Rui Washington Pereira, ou, como ela é mais conhecida, Praça das Corujas. Durante alguns anos a praça ficou meio abandonada, até que os moradores do bairro resolveram dar um jeito nela. A partir deste movimento, foi criada a Horta das Corujas, uma das primeiras hortas urbanas da cidade, mantida pelos próprios moradores, e foram realizadas ações de limpeza do córrego que passa pela praça, mas ele ainda não é totalmente limpo. Qualquer um pode entrar na horta para conhece-la ou até mesmo para colher alimentos - de maneira responsável, sem depredar!

Essa praça faz jus ao bairro onde está e é separada em três níveis: no primeiro,  temos a horta e um parquinho infantil sempre movimentado; no segundo nível, há um espaço bem grande dedicado aos pets, onde eles podem ficar tranquilamente soltos; e no último nível está o segundo mirante deste passeio: uma vista encantadora da Vila Madalena. Por este ângulo nem parece que este é um dos bairros mais agitados da cidade.

Terceiro mirate do passeio, vista da Praça do Por do Sol

4. Praça das Corujas -> Praça do Pôr do Sol (20 minutos)

Volte até a Rua Pascoal Vita e prepara-se para subi-la à direita. As escadas acabaram... mas as ladeiras começaram! Esta rua acaba no terceiro e último mirante deste passeio: Praça do Pôr do Sol, no bairro Alto de Pinheiros. Um dos mirantes mais conhecidos dos paulistanos, essa praça já foi um reduto de estudantes e hoje une todas as tribos. De lá é possível ver uma boa parte da zona oeste de São Paulo, com destaque para o imponente prédio rosa do Instituto Tomie Ohtake e a Universidade de São Paulo (USP). Uma vista que foge do clichê da cidade, já que ela é praticamente inteira arborizada.

Durante a semana a praça é tranquila, mesmo no horário do pôr do sol, já nos finais de semana ela fica lotada, todos juntos esperando o pôr do sol. Infelizmente a manutenção da praça deixa desejar, frequentemente o gramado mais parece um matagal e os frequentadores uns porcalhões, incapazes de guardar seu próprio lixo.

Detalhes sobre o passeio

Trajeto completo:

Metrô Vila Madalena -> Travessa Tim Maia -> Rua Fradique Coutinho -> Praça das Corujas -> Praça do Pôr do Sol


Veja no mapa:

https://drive.google.com/open?id=1HK4J88FPSJgpXYGdbOkjvGsOonw&usp=sharing


Duração:  Aproximadamente 2 horas (ida e volta)


Recomendação: Reservar no mínimo 3 horas para realizar o passeio tranquilamente.


Prós & Contras:

·Próximo ao metrô existem locais para comprar água, comida ou ir ao banheiro. Já ao longo do trajeto as opções são escassas.

·Não é recomendado realizar o passeio à noite, pois pode ser inseguro.

·Não é recomendado realizar o passeio com crianças muito pequenas.

·Não é necessário ter nenhum tipo de preparo físico, mas desaconselhamos para pessoas com dificuldades de mobilidade, visto que existem muitas escadas e ladeiras pelo caminho.

·Passeio totalmente pet friendly.


Comércios próximos:

Lanchonete Vila Madalena - R. Marinho Falcão, 30. Aberta de todos os dias das 10h às 23h.


Vitaminado Sucos e Sandubas - R. Marinho Falcão, 55. Aberta de segunda à sexta das 8h às 20h, e sábado das 9h às 18h.


Sorveteria Stuzzi - Rua Paulistânia, 450. Aberta de segunda à sexta das 9h às 20h, sábado e domingo das 12h às 20h.


Restaurante e Bar Sashinha - Rua Pascoal Vita, 208. Aberto de segunda à domingo das 12h à meia noite.


Restaurante L’Antica Bottega di Sergio Arno - R. das Tabocas, 158. Aberto de terça das 11h às a quinta das 11h às 23h, sexta e sábado das 11h à meia noite, e domingo das 10h às 16h.


Restaurante Rodó - R. Pascoal Vita, 329. Aberto de segunda à domingo das 12h às 15h.


Como chegar?

Metrô Estação Vila Madalena – 5 minutos a pé até o início do passeio.

Se for de carro, tem um estacionamento próximo na praça General Rufino Galvão aberto de segunda à sábado.